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Um dia
Amar perdidamente alguém na vida passos perdidos num caminho traçado feitos de retalhos de almas de um passado pensadas e repensadas numa hora perdida
Somos almas transformadas numa luz completas na união de tantas energias num quadro imenso de intensas sinergias cerrando olhos embaladas na música que seduz
Nesse caminho longo e enganador perdemos identidade somos outros baixando guardas e capas penosas em vão acreditando no fim de vivências dolorosas tantas vezes da dor sentindo inarrável saudade
Queremos tanto acreditar no amor eterno que confundimos luzes efémeras que encontrámos tornando a sua cor ofuscante como a perfeita
Quando por fim percebemos quem connosco se cruzou é tarde, a nossa verdadeira essência já mudámos voltando a vestir as capas que sempre nos protegeram (Maria João)
aproveito para dar os parabéns á minha querida amiga Mena e aos Rascunhos e Sentimentos espaço que se tornou já inevitável No meio de espaços absolutamente fantásticos que tenho o prazer de visitar por aqui e aqueles que nem conheço é uma honra receber este prémio aproveito para agradecer a tantas e tantas amigas que me foram guiando nos primeiros passos pois no fundo sou uma novata por aqui! Beijocas doces!!!!!!!!!!! Busca da Perfeição
"Na busca incessante da perfeição nunca somos inteiramente felizes"
Procuramos incessantemente o conto de fadas, sussurado aos nossos ouvidos, numa distante infância feliz Vivemos uma vida intensa, aos olhos de outrém, temos tudo, tudo, e no fim da cada dia não somos ninguém Lutamos, parimos, criamos, amamos, fomos tudo, amadas, mimadas, lembradas, esquecidas perdidas, numa rotina, numa matriz Esquecemos quem somos querendo ser quem sonhámos, choramos, gritamos, suportamos ser quem somos querendo somente ser alguém Passam os dias, as horas, os meses, os anos, as dores, as lágrimas, os sorrisos e alegrias e não entendemos aquela angústia instalada no peito Acordamos e sentamo-nos tantas vezes, desfeitas, enfeitadas, sem forças, de olhos rasos de saudade esperando o que não sabemos sequer proferir Temos tudo, somos tudo, fizemos tudo e aquela sensação de vazio que nos invade em dias que não queremos fartas de querer, poder, ser, ter, nada parece perfeito Seguimos, prosseguimos e não atingimos nunca o que nos angustia, um querer não querer, um ter e não ter um ser e não ser, a busca da perfeição que não nos deixa seguir
Cansadas de nada, de ninguém, cansadas da nossa busca de algo que não sabemos que é, perdidas na amálgama da vida aparentemente perfeita, que para nós não passa de um sonho Mas, um sonho de quê? (Maria João) Para ti e para mim doce Madalena
Agradeço aos Rascunos e Sentimentos o magnifico 2º lugar na Ciranda poética de Outono Apesar de pensar que a poesia é demasiado subjectiva para ser avaliada já que depende do gosto de cada um muito me orgulha que de entre tantos poetas e amigos verdadeiramente fabulosos me tenham escolhido
O meu muito obrigada a eles e principalmente aos espaço Rascunhos e Sentimentos que é já um baluarte no encontro de poetas e loucos destes espaços
"Descobrem as árvores que as folhas não são eternas descobrem os homens que nada dura para sempre suspiram as aves pelos últimos raios de luz Lembram as mulheres o passado esquecendo o presente."
É o Outono
Na plenitude de uma vida
caminham almas de pés descalços
nas folhas caídas pelo chão
num vale repleto de supostos percalços
No Outono da vida paramos
pensamos, supomos, choramos
na ânsia de parar ponteiros, viver de novo
ainda que não o queiramos
O Outono da vida começa
assim que na dor nos deixamos ir
somos outros, queremos novas peles
voltamos a ser almas por parir
O Outono nada é senão fase
mais uma de tantas que passamos
O Outono começa mas também acaba
como tudo o que na vida amamos
Das quatro estações do ano
talvez a mais macabra
baixamos braços, vestimos dores, choramos
tristes que somos na nossa hibernação
de cabeças baixas, olhos rasos de tantos
a quem magoamos
Mas tal como nas estações da vida
o Outono não tem de ser sofrido
Basta que do Outono façamos
Mais um capítulo de vida vivido
ESPERO
Mergulhada nos teus olhos castanhos profundos sempre me senti no eterno brilho desses poços sem fundo onde um dia me perdi
A mais linda história de amor sussurada ao meu ouvido contada folheada revista vezes demais bem dentro de mim viradas e reviradas tantas e tantas páginas de cetim ilustradas de paixão e loucura de um amor perdido
Noites acordadas recordadas lágrimas que nunca ousaram secar passos revistos em sonhos sonhados de olhos bem abertos sentimentos emoções lamentos sensações nunca antes descobertos na procura incessante da razão pela qual assim te amar
Foste e és a minha estrela do Sul sem fim querer-te não querendo parar de te amar enfim
A luta interior do que deve e não deve ser já não aguento o teu cheiro, o teu cheiro que nunca deixou meu corpo inteiro como se mergulhasses meus sentidos num intenso nevoeiro sensações passadas contidas imersas num verdadeiro lamento
Dias de luz intensa são bem mais fáceis de viver estes dias tristes de Outono só te quero voltar a querer (Maria João)
Eu não mudo
Tantas vezes amando te sonhei perfeito pensando sempre que a esse amor tinha direito na hora do dia marcado em que te vi, nessa hora definido estava meu caminho as horas dos dias que por ti vivi, sem nunca caminhares senão sozinho Tantas e tantas lágrimas contidas tantas mágoas e dores tão perdidas se deixarei um dia de te amar assim, só a passagem das luas o poderá dizer as horas gastas no autêntico frenesim, não quero jamais voltar a viver Sei que te vivi e perdi por uma razão por isso não quero teu pedido de perdão
Recordo a hora, o dia, o momento, os cheiros, os sons, os gostos Recordo a dor, a mágoa, o tormento, as lágrimas, as palavras, os desgostos
Recordo os teus olhos, o abraço, o fulgor, a pele, o desejo, o calor Recordo teu ódio, raiva, pudor, teus traumas, insegurança, desamor
Recordo porque quero, porque foste tudo Recordo porque já não espero, porque eu não mudo!
(Maria João)
NAS RUAS DA VIDA
Nas ruas sou ninguém caminho, tropeço, subo, desço Nos olhos sou desdém
Nas ruas da vida tantas lágrimas e sorrisos tantos presentes e castigos Nas ruas da vida vivemos a esperar e esperamos a viver sonhamos querer o que queremos sonhar
Nas ruas da vida somos alguém amamos com paixão, doamos o coração Nos olhos somos desdém
Nas ruas da vida tantas açucenas, orquídeas coloridas tantas dores e mágoas paridas Nas ruas da vida vivemos a querer, queremos só viver somos quem queremos, não queremos quem somos
Nas ruas da vida sou só eu procuro e não encontro encontro e não quero quero e não posso posso e não espero espero o desencontro
Nas ruas da vida somos mais somos poucos somos jamais sejamos (só por uma vez) loucos
(Maria João) ANJOS NA TERRA
Não têm asas nem nunca as ganharão são seres mitológicos enormes de coração
Pé ante pé chegam bem junto de nós intensos entram sem pedir licença em nossos corações remexem, retemperam, retomam nossas emoções deixando em nós alertas, avisos, sinais imensos
A Luz com que nos atingem nunca se extingue acordando a nossa letargia imersa em bens materiais nunca sabemos a razão de pensarmos que são especiais só desejamos que a sua aureola para sempre nos abrigue
Se o merecermos de facto, um dia então conhecemos o porquê de penetrarem nosso coração
Neste mundo que tornámos louco, insano existe ainda quem nos tente salvar recriam o significado da palavra amar transformando em luz tudo o que é profano
Sei bem que tantas vezes já me tocaram e como para eles esta vida é madrasta obrigados que são a vivê-la de forma nefasta esperando apenas a recompensa do que mudaram
Podem eles próprios nunca vir a entender a razão Mas, vêm cá, enormes, sem asas para entrar no nosso coração
(Maria João)
Dedicado a ti, a tua vida não foi,não é,nunca será em vão! À tua volta só deixas amor, serenidade, compaixão mostrando a todos que só a nossa alma persiste e constrói O corpo nada mais é que uma embalagem supérfula A minha vida é INTENSAMENTE mais rica por me deixares fazer parte da tua Obrigada minha amiga!
Momentos
Nascemos, crescemos, morremos Morremos, aprendemos, renascemos repetidamente sofregamente displicentemente consequentemente indiferentemente
A vida que é, a morte que é nós quem somos num pequeno grão criamos vida num pedaço de terra o depomos Pó cinza e nada será que só fica tal? ou voltamos de novo crianças recuperando o papel principal
Nascemos
Crescemos para aprender.... e aprendemos? Morremos para voltar, será que voltamos?
Vida feita de breves momentos uma passagem p'lo nosso olhar momentos de paixão, loucura, lágrimas respiramos na condição de amar
Momentos só momentos peças de puzle com e sem sentido
Momentos que não voltamos a viver mas tantas vezes revivemos
Momentos de vidas cheias de vidas loucas de vidas meias de vidas poucas
Momentos que quando morremos levamos tatuados na alma que quando renascemos trazemos arquivados com calma
(Maria João)
Fugiste
Num sonho te fiz e voltei a fazer num sonho pesadelo de tantas dores num caminho ladeado de todas as cores na espera de nunca o ver morrer
Foste meu , vezes e vezes sem conta outras tantas em que te redimiste sem sonhares a cratera que abriste tomando a minha dor como afronta
Num mundo de paletas incolores Foste pincelada dada a correr Cesta decorada de tantas flores
O amor eterno tanto me pediste Que eu louca busquei pela ponta E nesse meio tempo tu fugiste .....
(Maria João)
CAMINHOS
Encruzilhadas da vida tão complicadas aquelas que nos surgem p'la frente escolhas submersas de vidas passadas que nunca passamos de forma coerente Somos grãos de areia numa imensidão que tomamos nossa num imenso orgulho passamos por ela atrofiando nosso coração sempre de olhos postos num suposto futuro
Tantas e tantas vezes nos sentimos renascidos outras tantas sucumbimos à nossa pequenez prosseguimos uma cruzada de sonhos perdidos insistindo numa suposta pura surdez Não queremos encarar a mortalidade como mais um percalço no nosso caminho numa busca incessante de felicidade de sermos detentores do derradeiro pergaminho
O caminho da vida árduo e feroz onde lutamos, perdemos, ganhamos, sofremos trata a nossa alma e corpo de forma atroz inibe totalmente o que de facto queremos Não é fácil nunca ninguém disse que era mas a esperança traz-nos sempre de volta e o caminho sinuoso da nossa quimera torna-se tantas vezes intensa revolta
Esquecemos sonhos sonhados e tão perfeitos algo que nunca deveríamos fazer e em substituição dos nossos direitos tomamos mágoas que tanto fazem doer Viver a vida não é uma ilusão mas não tem de ser um tormento basta que ouçam o vosso coração e na dúvida aproveitem o MOMENTO
(Maria João)
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